terça-feira, 9 de agosto de 2011

We all want to be honest


Já sabemos como a Geração Y se comporta em relação a marcas, pessoas, internet, mercado de trabalho, família, crenças, valores, atitudes. Mapeamos seu comportamento e delineamos sua história, decupamos os personagens e elevamos seus potenciais, como um troféu da evolução geracional. A Geração Y são os queridinhos do mundo atual, mas assim como a velocidade da internet, já perderão o trono (ou não). Vamos falar da geração Z.

Outro dia, tive uma discussão sobre como as empresas estão vendo a Geração Z. Um assunto precoce? Não, mas se assim fosse, estaria certo, pois hoje o conceito de precocidade veio depois dos nossos jovens Z, ou até dos Y. Muita gente simplesmente menospreza os conceitos de gerações ou até elevam demais e esquecem-se de alinhar teoria e prática, para facilitar as ações das empresas quanto às mudanças.

Não é uma questão pessoal, é uma necessidade global. Se as gerações nascem cada vez mais conectadas e abertas a tudo e todos, porque o pensamento das empresas e agencias deve ser diferente? Porque são de outras gerações? Talvez, mas não os limita às suas crenças, afinal participar de alguma geração é mais que uma questão de idade/época, mas sim de comportamento e pensamento.

Muito pouco se sabe, obviamente, sobre a Geração Z, de Zappear, que muda de um canal para outro na televisão vai da internet para o telefone, do telefone para o vídeo e daí para a música e vai embora, uma eterna reticências. Também troca de uma visão de mundo para outra. Se os Millennials cresceram e viram que há um mundo lá fora a ser descoberto, os Z já nasceram sabendo disso e crescem com a sede de conhecer tudo que há no planeta. Eu vi uma frase em uma das minhas pesquisas: “A geração Z é a encarnação do que a geração Y gostaria de ter sido.” Não que eu acredite nisso, mas a ansiedade dos Y cobiça a prematuridade dos Z.

Quer um exemplo (não do que os Y querem ser): Justin Bieber, representante da geração Z. Nascido em 1994, tão jovem e já se promoveu através da internet com extrema capacidade de atingir seu publico de diversas formas de conexão digital. Computador para eles pode ser mais uma bugiganga tecnológica, enquanto os dispositivos móveis exercem o mesmo papel e, para eles, de forma mais ágil e pratica. Não precisam de um PC, não necessitam se familiarizar às plataformas, já nasceram com o domínio de todas. Imagine eu, tão nova e Y, levando um baile de tecnologia do meu sobrinho de 4 anos que mexe no celular da minha mãe melhor que eu. Foi bem estranho.

“Enquanto todos se concentram na geração Y como os consumidores do futuro, é a geração Z que acaba consumindo os gadgets mais badalados e inovadores.”

O que se pode dizer é que também são conhecidos como Geração Silenciosa, talvez por usarem muito fone de ouvido e, como contrapeso do excesso de vida ativa digital, uma relação interpessoal mais falha, fechada. Mas é impossível imaginar que tudo que virá deles é óbvio, acho que vamos lidar com pensamentos e comportamentos bem distinto dos Y (ainda sim, ser um complemento dos Millennials), acredito que com mais sede ao pote e muito mais ligados, onde a sustentabilidade vai ter que deixar o discurso, que será visto como apelativo e irreal e terá que entrar de cabeça na atitude, enraizado no comportamento da marca.

Falando nisso, a nossa querida propaganda, como será? Será que o conceito de ultrapassado, vai ganhar forma quanto aos nossos formatos de mídia? Como, para eles, é realmente ser impactado por uma propaganda? O que achamos legal e impressionante, o que significará para eles? E marca, quais serão os preceitos e valores?

Mas isso é tão pouco, tão raso e é tudo o que temos. Se quisermos tendências, precisamos enxergar a necessidade de estudo e aprofundamento antes dela causar choque, estranhamento e alvoroço, como foi com a geração Y.

Aliás, muitos desses Z não fazem nem ideia do que quer dizer o ícone de Salvar Documento no Microsof Office, a imagem do extinto disquete.

Os Y, mal sentaram no trono e já terão que estar preparados a receber seus novos colaboradores. Como será isso? Espero que repleto de atitudes novas, que engate a mudança tão desejada pelo Y e que ganhará mais vida e forma com o Z. Um mundo novo, sobre novas perspectivas.

Além disso, um mundo de transparências, cansado de apanhar das máscaras da sociedade. Mas isso, quem não quer?

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