A vida é curta, poucos sabem o quanto. Quantos de nós aproveitamos cada momento que passamos, seja ele qual for?
A maior beleza está nas pessoas que sabem fazer isso, sem ao menos imaginar que suas vidas seriam tão breves e, mesmo assim, foram e deixaram para nós a mensagem de missão cumprida. Assim é nossa querida Denise Ridel. Não foi. È. E continuará sendo, aonde estiver. A vida é uma etapa, não o ponto final.
Se eu pudesse dizer o que Denise gostaria de cada um de nós, diria:
Ser criança não é uma etapa da vida, mas um estado de espírito. Não significa imaturidade ou despreparo para a vida adulta, mas uma forma mais alegre, viva, pura e bonita de ver e viver a vida. Nunca esqueça da criança dentro de você, até nesse momento difícil de dor.
Tome sorvete sem medo de sujar, saia na chuva sem medo de se molhar, brinque sem medo do tempo, viva sem medo da morte.
Conte, cante, escreva o que vem do coração. O maior talento está em escutar seus sentimentos mais puros e sinceros.
Tristezas, culpas, pecados, amarguras, raiva, rancor...Todos esses sentimentos negativos você joga fora, é mais simples do que pensa. Rasgue tudo da mente e limpe essa parte da memória.
E para ocupar o espaço agora vazio, preencha com amor, com momentos inesquecíveis, com tardes deliciosas. Seja em um imenso parque florido ou sentado na guia da calçada da sua casa. Os melhores momentos da vida não escolhem lugar para acontecer, mas sim pessoas especiais.
Ria. Ria muito, ria de tudo, do nada.
Tudo tem beleza, tudo tem valor porque tudo que vem do coração, reflexo da alma, ganha beleza imensurável.
Não leve as coisas tão a sério, nada que não valha uma vida.
O tempo é cruel conosco, mata um pouco da gente a cada dia. Não permita que ele faça isso com você. Ele poder ser seu inimigo na hora da pressa, mas encontre no tempo o espaço para os amigos, para viver sem preocupação e esquecer do relógio – o tempo da vida não pode ser calculado pelas horas marcadas no relógio – dedique um tempo incalculável para si mesmo e para quem ama.
A vida é composta por momentos. Apesar desse momento ser difícil para todos nós, ele tem seu valor. A morte é uma passagem para quem se vai e para quem fica pode ser momento de união e reflexão, muito além da tristeza. Nada de culpas, nada de egoísmo, nada de arrependimentos.
Quero deixar a mensagem para vocês da beleza pura e simples, da felicidade sem custos, sem esforço. Levem para vida de vocês, apenas um pouquinho que deixei para cada um. Serei ainda mais feliz onde estiver, sabendo que mudei um pedacinho da vida daqueles que amo.
Vivi pouco, mas vivi intensamente. E isso que importa. Morre jovem quem não viveu, morre velho quem soube viver. Sendo assim, não morri tão cedo assim.
PAZ DE ESPÍRITO
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Uma reflexão a respeito do planejamento DAS agências
Texto publicado no blog CHMKT aqui
Vivemos planejando para as marcas, compreendendo o passado, encarando o posicionamento atual e avaliando tendências e comportamentos para alinhar futuro de marca com as expectativas dos consumidores. Enfim, muito mais que isso, somos responsáveis por entregar aos clientes aquilo que consideramos o posicionamento eficiente para atingir o objetivo da marca.
Mas, devemos agora buscar um novo cliente: as agências de publicidade. Quanto sua agência trabalhou seu posicionamento perante colaboradores e mercado, principalmente universitário – aonde mora o futuro das agências? Quanto sua agência foi capaz de reavaliar seu comportamento para melhor aderir os novos talentos? E, desculpem-me, mas não só de um excelente processo seletivo vive a capacidade de captar bons profissionais.
As agências de publicidade, acredito que por trabalharem com a mídia, acabam agregando características peculiares advindas desse relacionamento: encarar tua posição como um “mercado-estrela”, com seus próprios atores de Hollywood, um mundo particular, selecionando rigorosamente quem merece estar nele.
Não estou aqui para julgar seu posicionamento e olhá-lo de forma negativa, isso seria contra a profissão de planejamento, na qual atuo. Mas sim, pensar em como podemos alterar pequenas atitudes, estando mais receptivo ao mercado de trabalho.
Avaliando nosso passado, sabemos que era uma área glamourosa em que os grandes nomes pertenciam a classes sócias mais abastadas, assim como seus estudantes. A maioria dos universitários tinha condições de não receber nenhum salário em troca, pois contavam com apoio da família para investirem na profissão.
E hoje, quanto disso mudou? Ainda somos uma área com ares de estrela de cinema e ainda encaramos nossos profissionais como pertencentes a alta sociedade?Quanto devolvemos a nossos colaboradores, o valor de seu trabalho? Fidelizar não só clientes, mas colaboradores. Para isso, sabemos que não basta oferecer viagens de férias, reuniões descontraídas no final da tarde com direito a bebidas, pipocas e pizzas. Parece muito, mas não somos feitos só de estímulos, mas também de devolutivas.
È claro que,para um estudante de publicidade, estar em uma agencia de renome é uma grande honra, uma experiência incrível. Mas isso paga nossas contas, nossa satisfação profissional? Não. Oportunidade não é uma via de mão única, assim como para o estudante é gratificante estar em uma agência, sendo ele um potencial é uma grande aposta até para o futuro da agência. Eles são o novo mercado, eles representarão tua agência. E você quer criar novos profissionais, com a mesma visão e comportamento de um antigo posicionamento do mercado publicitário?
Acredito que o perfil dos nossos estudantes não é mais o mesmo. Estamos encarando uma nova leva de universitários representantes da Nova Classe Média brasileira e até estudantes que vieram de outros estados que buscam oportunidades no mercado e precisam se sustentar e precisam, ainda mais, de oportunidades.
A experiência que hoje exigem de um assistente não é compatível com as oportunidades que o mesmo teve. Quantas vezes sua agência abriu as portas para os esforçados, interessados em aprender, que ainda não possui experiência como troca? Isso é investimento futuro, abrir as portas significa investir em potenciais. Planejamento.
Acredito que as agências de publicidade devem se comportar menos como agências, mais como empresas. Manter as particularidades do mercado, mas não limitá-lo a isso.
Vivemos planejando para as marcas, compreendendo o passado, encarando o posicionamento atual e avaliando tendências e comportamentos para alinhar futuro de marca com as expectativas dos consumidores. Enfim, muito mais que isso, somos responsáveis por entregar aos clientes aquilo que consideramos o posicionamento eficiente para atingir o objetivo da marca.
Mas, devemos agora buscar um novo cliente: as agências de publicidade. Quanto sua agência trabalhou seu posicionamento perante colaboradores e mercado, principalmente universitário – aonde mora o futuro das agências? Quanto sua agência foi capaz de reavaliar seu comportamento para melhor aderir os novos talentos? E, desculpem-me, mas não só de um excelente processo seletivo vive a capacidade de captar bons profissionais.
As agências de publicidade, acredito que por trabalharem com a mídia, acabam agregando características peculiares advindas desse relacionamento: encarar tua posição como um “mercado-estrela”, com seus próprios atores de Hollywood, um mundo particular, selecionando rigorosamente quem merece estar nele.
Não estou aqui para julgar seu posicionamento e olhá-lo de forma negativa, isso seria contra a profissão de planejamento, na qual atuo. Mas sim, pensar em como podemos alterar pequenas atitudes, estando mais receptivo ao mercado de trabalho.
Avaliando nosso passado, sabemos que era uma área glamourosa em que os grandes nomes pertenciam a classes sócias mais abastadas, assim como seus estudantes. A maioria dos universitários tinha condições de não receber nenhum salário em troca, pois contavam com apoio da família para investirem na profissão.
E hoje, quanto disso mudou? Ainda somos uma área com ares de estrela de cinema e ainda encaramos nossos profissionais como pertencentes a alta sociedade?Quanto devolvemos a nossos colaboradores, o valor de seu trabalho? Fidelizar não só clientes, mas colaboradores. Para isso, sabemos que não basta oferecer viagens de férias, reuniões descontraídas no final da tarde com direito a bebidas, pipocas e pizzas. Parece muito, mas não somos feitos só de estímulos, mas também de devolutivas.
È claro que,para um estudante de publicidade, estar em uma agencia de renome é uma grande honra, uma experiência incrível. Mas isso paga nossas contas, nossa satisfação profissional? Não. Oportunidade não é uma via de mão única, assim como para o estudante é gratificante estar em uma agência, sendo ele um potencial é uma grande aposta até para o futuro da agência. Eles são o novo mercado, eles representarão tua agência. E você quer criar novos profissionais, com a mesma visão e comportamento de um antigo posicionamento do mercado publicitário?
Acredito que o perfil dos nossos estudantes não é mais o mesmo. Estamos encarando uma nova leva de universitários representantes da Nova Classe Média brasileira e até estudantes que vieram de outros estados que buscam oportunidades no mercado e precisam se sustentar e precisam, ainda mais, de oportunidades.
A experiência que hoje exigem de um assistente não é compatível com as oportunidades que o mesmo teve. Quantas vezes sua agência abriu as portas para os esforçados, interessados em aprender, que ainda não possui experiência como troca? Isso é investimento futuro, abrir as portas significa investir em potenciais. Planejamento.
Acredito que as agências de publicidade devem se comportar menos como agências, mais como empresas. Manter as particularidades do mercado, mas não limitá-lo a isso.
Assinar:
Postagens (Atom)
