Falando do Sonho Brasileiro, projeto da Box1824 com patrocínio do Itau, discute-se quais são as aspirações, sonhos e desejos para o Brasil e para suas próprias vidas. Agora vale também fornecer o lado negro, no meio de tantas boas notícias sobre a Geração Y e seu comportamento. Seu ponto fraco? A incapacidade de perda,de reconhecimento do fracasso e a falta de insistência naquilo que trouxe, de certa forma, uma frustração. Sentimentos que pertencem ao dia-a-dia de todos nós e que, se não encarados, tornam-se o gás hélio para nosso balão de orgulho subir cada vez mais e decair nossa capacidade de reflexão de erros, falhas e superação.
Os problemas, como o bullying, não são contemporâneos, assim como as bactérias não passaram a ser um problema atual, mas a quantidade de sabonetes antibactericidas que prometem envolver o filho em uma redoma de vidro e proteção e a polêmica do bullying que promete punir o primeiro “cara de pastel” que o filho escuta, prometendo um sistema de defesa, não natural e próprio da vítima, a criança, mas uma defesa advinda de outros, da justiça, da punição, dos pais, mas nunca da criança. Não sou a favor do bullying, mas como todos sofri muitos e, por superá-los, é que me fortaleci, sem contar com o apoio dos pais, nem do colégio e nem com a piedade dos maldosos.
Todo esse contexto para dizer: pais, super proteção não garante felicidade (e nem eficácia contra bactérias) e, muito pelo contrario, garante super exposição a qualquer probleminha a vista. A vida é prática, muitos falam o que fazer, mas só se é capaz de compreender os conselhos quando ultrapassamos os obstáculos e enxergamos a lição por trás deles, que também só se vê com a capacidade de enxergar a lição nos mínimos incidentes da vida.
Como diz o texto: “assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem... É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.”
As dificuldades que viveram os pais da Geração Y, fizeram eles escolherem a ausência de sofrimentos dos filhos, guardados embaixo de suas asas, não só fisicamente, mas principalmente psicologicamente. Pais, o sofrimento, ou a falta de, é pessoal e intransferível, como sua carteira de motorista.
Vale muito a pena a leitura:
Meu filho, você não merece nada
O vídeo sobre o Projeto Sonho Brasileiro, patrocinado pelo Itaú, com a presença do Emicida
terça-feira, 12 de julho de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário