Saudades....vendo o programa Aprendiz 7meu deu muitas saudades...e muita vontade de estar lá de novo, fazendo tudo outra vez, vivendo tudo mais uma vez...
Mas não tenho preciosismo pela minha edição, não vou erguer uma bandeira AP6 x AP7 porque isso não existe. Cada edição marca de uma forma, cada candidato é um “personagem” lá dentro com sua história, cada programa tem seus pontos fracos e baixos, nada é melhor ou pior, é tudo DIFERENTE. Mas apesar de sabermos disso, gostamos das comparações (faz parte, natural!) e não lidamos muito bem com o novo, com mudanças. As alterações sempre causam estranhamento , até que essa mudança não seja mais novidade.
O Roberto Justus teve 6 edições para mostrar seu perfil e se enganam aqueles que pensam que ele entrou no Aprendiz bafando, ele mesmo nos disse que cada edição era um aprendizado novo, pois não é fácil decidir o rumo dos participantes. Já confessou seus medos, inseguranças e incertezas que rolaram, fora que seu posicionamento na 6º edição não é só pq ele é um bom apresentador, o seu sucesso foi devido a experiência com outras 5 edições.
O João Dória é um ótimo apresentador, líder e profissional. Percebo muito profissionalismo nele e algo melhor ainda: senso de justiça e humanidade.
Foi muito bom vê-lo levando para sala de reunião fotos e comparando a todo o momento as duas equipes, apontou muito bem os erros. Ele soube aproveitar seus conselheiros, ele sabe que aquilo é uma equipe e que importa muito ouvir àqueles que estão lá para ajudá-lo. È claro, com o tempo a tendência é melhorar.
O que percebi é que Doria se mostrou muito disponível ao avaliar de perto as equipes e seu desempenho, pareceu interado com tudo que aconteceu porque viu e não porque só passaram um resumo dos acontecimentos.
Roberto é ótimo, marcou o programa. Dória tem tudo para ter o mesmo sucesso ou mais, com uma abordagem bem diferente.
Quanto aos nossos aprendizes: Adorei a liderança do PAN, se mostrou sereno, soube controlar sem opressão e sem stress. Foi muito sábio ao dizer que o que importava não era que a idéia de fulana ou de ciclana fosse feita, mas que a equipe fizesse o melhor trabalho. O que é muito difícil, porque a ansiedade de mostrar serviço na primeira prova é muito grande.A equipe fez um excelente trabalho, não vou detalhar o que achei de cada participante até pq não tenho nem argumentos, visto que o 1º programa não consegue nos dar base para análise, apenas primeiras percepções daqueles que tiveram papel de destaque, como os líderes.
O erro foi claro da equipe de Renata: atendimento. Por não ter experiência profissional isso pode ter afetado seu rendimento, não que isso seja necessário para se dar bem no programa, mas lá também contamos muito com a sorte. Ela estava em destaque por ser a primeira líder e a prova pedia um pouco mais de conhecimento pratico como, por exemplo, não interpretar o briefing e passar sua interpretação para a equipe e sim apenas absorve-lo e, junto com a equipe, fazer uma análise do que foi pedido. Erros acontecem, não importa quantas edições tenham, se exemplos fossem suficientes para aprendermos, já nasceríamos sábios, pois quantas coisas fazemos na vida e temos que escutar: eu avisei. A absorção de aprendizado por exemplos vistos vai de cada pessoa, mas nunca vai ter a eficiência do que aprender na pele, sentindo, sofrendo, errando e analisando.
Renata Bacha, ser primeira líder não é fácil, acho que é uma das partes mais difíceis do programa. Você não conhece o perfil de trabalho de sua equipe. Você tem idéia, mas não sabe o que esperar de cada um. Voce não sabe como lidar com algumas situações que viram bobas no decorrer das provas, como administração do dinheiro, das idéias, dos acontecimentos, da emoção, “será que sou uma boa líder”, “será que ta certo”, enfim. Nas próximas tarefas os participantes já vão saber lidar com algumas coisas aprendidas e vividas na tarefa passada e vão saber o que podem fazer ou não.
Ser líder na derrota é mais complicado ainda quando se tem uma equipe equilibrada, onde não teve nenhum integrante que se destoou negativamente dos demais, onde tudo está de igual pra igual. Não importa o que tenha feito, a responsabilidade de tudo sempre é do líder.
Achei um primeiro episódio coerente, não houve julgamentos equivocados e decisões mal tomadas e o melhor é que ninguém foi colocado na cruz, de forma tão agressiva que nem eu me senti e que nem o Guilherme certamente sentiu, não foi uma edição óbvia e não fez da eliminada um poço de incompetência.
Confesso que não gostei do estilo da musica de abertura, mas a abertura ficou LINDA, criativa, demais!Adorei!
Enfim, pelo primeiro capitulo acho que não há mais nada a se dizer: Com certeza, marcamos muito e muito bem nossa edição, fizemos o trabalho direitinho, mostramos garra, força e determinação (BEST é garra, força e determinação...lembram?!). Mostramos que somos ótimos e que sim, vamos fazer falta pra muita gente. Mas é preciso saber dar aos novatos a oportunidade de mostrar para o que vieram. A melhor lição do Aprendiz é saber perder dignamente e saber olhar com otimismo uma edição com mesmo foco da nossa e poder falar: espero que façam melhor do que fizemos. Eu realmente espero (pelo menos me policio para tal). Quem deve ganhar nisso tudo é o telespectador, que deve sempre lembrar de nós, mas saber que o programa é uma evolução e não uma regressão na qualidade.
Parabéns, a produção, edição, aprendizes, apresentador e conselheiros.
Mas eu espero, da próxima vez, ver mais emoção na cara dos aprendizes, mais força, mais argumentação, quero ver o circo pegar fogo de emoções. Afinal, esse é o bom de ser universitário:as emoções afloram a nossa pele e isso é lindo. Chorem (ta, não precisa de tanto como eu fiz!ahhahahah), se emocionem, lutem, sintam, vivam...
sexta-feira, 16 de abril de 2010
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gostei, sensata
ResponderExcluirabs
Carlinha.... adorei o su texto!
ResponderExcluirComo vc mesmo disse, é o primeiro capitulo e ainda é muito cedo para tirar conclusões!
Bjokas e saudades! Muitas saudades!