Na final do Aprendiz 6, estava eu, na primeira fileira, vendo o show de perguntas e respostas de Marina e Karina e, como sempre, Roberto, Walter e Claudio dão um show de sabedoria.
Como acabei de ler a entrevista de Karina no Aprendiz O Blog e o começo do Aprendiz 7 está chegando, resolvi refletir sobre a questão.
Muitas coisas ditas por eles nós acatamos e achamos sensacional e pensamos: “Porque não pensei nisso antes?”
Mas, confesso que quando o Roberto Justus disse que a resposta que deveria ser dada e que poderia consagrar uma das duas como campeã seria “eu não vendo o que não compro” senti duvida se concordava ou não com essa colocação.
Tudo depende para mim. Quando usamos a comparação de algo tão simples como o funcionamento de maquinas, animais, relações de compra com os seres humanos e nossas relações estamos fadados ao erro. Não que eu seja contra de alguns bons comparativos, mas muitos são equivocados analisados por outro ponto de vista, pois somos complexos demais a ser comparados com algo concreto e “redondinho”.
Concordo com a frase do Roberto se estamos falando de uma relação ESTRITAMENTE profissional. Se tenho uma agencia, monto com a minha cara, meus pensamentos e minha forma de agir, quero que ela se diferencie das demais por diversos motivos e tenho que provar que MINHA EMPRESA é melhor do que a concorrente para o cliente, pois se eu não consigo defender minha própria empresa, quem vai conseguir?Ok.
Mas quando estamos falando de pessoas, das emoções envolvidas, das qualidades percebidas, dos defeitos expostos, se estamos falando de PESSOAS, então não concordo. Você pode pensar que RJ estava procurando uma profissional, mas quem busca um profissional busca uma PESSOA, de carne e osso e não uma maquina. A arrogância em pensar que você não pode exaltar as qualidades de uma pessoa com quem conviveu muito tempo é ridículo.
Tudo bem que você seja a melhor pessoa a ser escolhida, mas perai, enxergar que aquela com quem disputa uma vaga é uma pessoa com qualidades e defeitos diferentes do seu e que chegou até ali por diversas razões é essencial para conseguir uma auto-análise. Falar que Marina é uma pessoa corajosa e que Karina é uma líder nata não significa que você esta “vendendo” o que não “compra”, você esta sendo humilde, como todo profissional deve ser, em reconhecer as qualidades e características das pessoas que passam por você e que uma hora pode ser sua parceira, outra concorrente.
Afinal, esse mundo é pequeno. Um dia seu concorrente por algum motivo pode se tornar um parceiro e essa pessoa nunca vai esquecer do valor que deu à ela ao enxergar suas qualidades. Agora, se você não “comprar” ninguém, você nunca vai conseguir se “vender “para os outros.
terça-feira, 13 de abril de 2010
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Concordo com o texto, muito bem escrito por sinal. A resposta que Justus queria ouvir naquele momento era completamente inviável para as duas finalistas que chegaram tão longe mas que se respeitavam como concorrentes. Seria no mínimo incoerente ouvir um posicionamento que fosse contra o tempo em que conviveram e os laços que fizeram durante o período de confinamento. Mais do que vender uma a outra, o momento foi de conscientização e nobreza. Qualidades importantes, sim, na construção de um profissional ético.
ResponderExcluirCarlinha tudo bem?
ResponderExcluirPoxa gostei muito do seu raciocínio, vc tem razão, acima de tudo é uma pergunta que se precisa ter humildade quando se fala de um Ser humano que possui emoção e sentimento. Afinal se eu não compro como serei critíca a ponto de ter uma audácia para vender algo, parabéns pela análise, e pelo seu blog, posta sempre coisas muito legais e interessantes.
Um grande beijo.
São Paulo- SP