quarta-feira, 16 de setembro de 2009

My own prison

Cada um de nós tem sua própria prisão.

Como se já não bastasse as inúmeras correntes que a vida nos (im)põe, temos que trabalhar as nossas próprias. Das lições da vida, essa eu considero a mais difícil.

É tão fácil trabalhar quando não se tem escolha, estudar quando não se tem pra onde ir, votar mesmo quando não se tem escolhas leais, enfim... É muito fácil fazer aquilo que já esta predestinado a cada um de nós, a todos igualmente. Cada um montar sua história, mas sempre dentro dos padrões da ABNT da existência.

Punk, Reggae e quaisquer outras tribos são pessoas que decidiram abortar esse sistema, mas de forma tão anárquica que não foi possível serem visto da forma que desejaram, são apenas loucos perante a multidão de robôs engravatados.

Não defendo nenhum tipo de movimento anarquista, alternativo, ou seja lá o que for. Sou apenas contra essa tribo descaracterizada que nos tornamos ao longo a vida. Todos nós estamos fazendo as mesmas coisas, sempre.

Mas, se quer saber, pouco importa se o que voce faz é igual ao que todos fazem, o que realmente importa é saber com qual diferença seu sentimento está nessas semelhanças. Porque nós todos acordamos iguais, respiramos iguais, mas a forma de suspirar pela vida é totalmente diferente.

Você entender o significado de se levantar toda a manha já te torna um ser diferente daqueles que o fazem de forma automatizada.

Essas prisões que devemos nos libertar. Temos hábitos, costumes, crenças inabaláveis e muitas vezes imperceptíveis no nosso cotidiano. Reconhecê-las é um grande passo, confrontá-las um passo maior ainda.

Esse tempo que estive em meu ócio criativo (leia-se desempregada) pude reparar em como já fui muito automatizada e em como fiquei automatizada com este tipo de ócio.

Hoje acordei diferente, não quis mais a cor do apartamento no rosto e não quis mais a mesmice dos dias, busquei no belo dia que fez a beleza da minha vida.

E por hoje eu quebrei minha prisão.

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