Esse tema já gerou muita discussão e textos polêmicos a respeito. Mas ainda sim quero me manifestar.
Vejamos o caos instalado no Senado Brasileiro, vejamos a que ponto chegamos da corrupção, falcatrua, sujeira, roubalheira, burrice, enfim...nosso congresso esta mais para esgoto do que qualquer outra coisa, mas ainda sim acho os ratos mais limpos que a porcaria dos nossos políticos.
E sabe nossos protestos, ações contra esse tipo de política no país, nossa movimentação? Nem eu. Ninguém sabe aonde foi parar o juízo de todos nós que vemos isso tudo, hoje com liberdade de imprensa (ou pelo menos tentativa de), com livre acesso de informação, internet, redes sociais, enfim. Com inúmeras formas de acessar a informação e com mais possibilidades ainda de reagir contra tais medidas corruptas, o que nós fazemos?
Fazemos isso...escrevemos #forasarney e textos revoltadinhos para dar um ar de pseudo-intelectuais que se dizem inconformados com o sistema imposto. Porem, não vemos mais nada que realmente chegue a quem queremos atingir, não vi nenhum protesto, nada.
Não restou nada daquela época de luta contra a ditadura e dos caras-pintadas?
Ah, sim, já ia me esquecendo: restou alguns preconceitos antigos e empoeirados, como vovó não faz sexo.
Estamos com tantas, mais tantas coisas a reivindicar e o que fazemos? Nos sentimos ofendidos por causa de um VT de 30 segundos que uma senhora moderninha falou em sexo! Oh! Meu deus!
Eu não sei dizer em que Era estamos...isso só pode ser regressão, em que as normas passadas e preconceitos antigos são reativados em pleno séc. 21 e que aqueles movimentos maravilhosos de jovens protestando, no meio de tanta tecnologia, virou pó.
Estamos deixando de valorizar as facilidades que a tecnologia nos deu e estamos supervalorizando antigos conceitos que já nem deviam mais entrar em questão.
É o lobo-mau fantasiado de vovozinha (moderninha). Nossos preconceitos se mascaram no meio de tantas redes sociais e meios de comunicação.
Quando ficar idosa, eu vou falar para meus netos que eu faço sexo, antes que eles cresçam com tanto pudor e acreditem que a mãe ou o pai deles vieram da cegonha e, infelizmente, não vou poder abrir o jornal e dizer que as coisas melhoraram no país. Muito pelo contrario, meus netos terão que lutar pela liberdade de expressão se as coisas continuarem do jeito que estão. Vamos regredir com os males que nós mesmos plantamos.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
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